Science World está de volta

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E se todas as Pessoas na Terra saltassem ao mesmo tempo?

Há cerca de 7 mil milhões de pessoas na Terra com um peso aproximado de 363 mil milhões de quilos. Dados estes factos já certamente pensou se todas as pessoas do Mundo saltassem ao mesmo tempo, o que aconteceria?

Por que não nos lembramos de quando éramos bebês?

É consenso entre os especialistas que os primeiros anos de vida são fundamentais na formação de cada indivíduo, mas apesar da importância que eles têm, não é possível lembrar do que vivemos antes de completar 30 meses, ou dois anos e meio de idade. Então porque é que isto acontece?

Quando tempo podemos viver sem água?

É impressionante as várias capacidades do Homem mas este têm necessidades básicas, comida, ar e água são algumas delas, usando a regra dos três dos especialistas de sobrevivência é muito fácil saber quanto tempo podemos passar sem estas necessidades básicas.

Macrófagos injetados no cérebro podem combater progressão de Alzheimer

Um grupo de pesquisadores da Charité – universidades alemãs de Berlim e de Freiburg – foi capaz de documentar pela primeira vez como o sistema imunológico pode combater até mesmo a progressão da doença de Alzheimer.

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Posted by Science World On quarta-feira, agosto 17, 2011 1 comentários

Chá verde é eficaz para tratar transtorno genético grave e tumores

Um composto encontrado no chá verde é a grande promessa para o desenvolvimento de medicamentos para tratar dois tipos de tumores e uma doença mortal congênita. A descoberta é o resultado de pesquisa liderada por Thomas Smith do Centro de Ciência da Planta Donald Danforth, EUA, e realizada em conjunto com seus colegas do The Children’s Hospital of Philadelphia. O artigo do estudo, “Green Tea Polyphenols Control Dysregulated Glutamate Dehydrogenase In Transgenic Mice By Hijacking The ADP Activation Site”, foi publicado no The Journal of Biological Chemistry recentemente.
A desidrogenase glutâmica (GDH) é encontrada em todos os organismos vivos e é responsável pela digestão dos aminoácidos. Em animais, o GDH é controlado por uma complexa rede de metabolitos – produtos ativos, ou não, do metabolismo. O porquê de apenas o reino animal necessitar desta regulação, mas outros reinos não, era desconhecido. Isto foi parcialmente respondido pelo grupo da Stanley ao descobrir que uma doença mortal congênita, Hiperinsulinismo/Hiperamonemia (HHS), é causada pela perda de alguma desta regulação. Nesta desordem, os pacientes (tipicamente crianças) respondem ao consumo de proteína secretando muito mais insulina que o normal, o que os tornam severamente hipoglicêmicos, podendo, muitas vezes, levar à morte.
Usando estruturas atômicas para entender as diferenças entre animais e plantas, os pesquisadores descobriram que dois compostos encontrados naturalmente no chá verde eram capazes de compensar esta desordem genética desativando o GDH ao isolá-lo e quando os compostos de chá verde eram administrados por via oral. A equipe também usou cristalografia de raios-X para determinar a estrutura atômica destes compostos ligados à enzima. Com esta informação atômica, os pesquisadores esperam ser capazes de modificar esses compostos naturais para projetar e desenvolver drogas melhores.
Curiosamente, dois outros grupos de pesquisa validaram e estenderam estas conclusões para demonstrar que o bloqueio de GDH com chá verde é muito eficaz para matar dois tipos diferentes de tumores: glioblastoma, um tipo agressivo de tumor cerebral; e transtorno complexo de esclerose tuberosa, uma doença genética que provoca o crescimento de tumores não malignos em vários órgãos.
“Enquanto estes compostos de chá verde são extremamente seguros e consumidos por milhões de pessoas todos os dias, também possuem um número de propriedades que os tornam difícil de serem usados em drogas reais. No entanto, nossa colaboração em curso com o laboratório Stanley mostra que são compostos naturais de plantas que podem controlar esta doença mortal e sua estrutura atômica poderia ser usada como ponto de partida para a concepção de medicação mais eficaz.”
Representação da superfície de desidrogenase glutâmica (GDH) com cada uma das seis subunidades idênticas representada por uma cor diferente. Também é mostrado o local do ECG, um importante composto encontrado no chá verde. Parece que o ECG inibe o GDH ao se ligar à parte traseira da parte ativa, forçando-o a se abrir. Isso efetivamente desliga a enzima. Outros estudos mostraram que estes compostos de chá verde são eficazes em desligar a enzima em tecido e em animais inteiros. Isto não só trata a desordem congênita mortal, mas também é útil no tratamento de pelo menos dois tipos de tumores. Crédito: Donald Danforth Plant Science Center.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Posted by Science World On terça-feira, novembro 09, 2010 0 comentários

Foi descoberto o gene da generosidade

Pessoas com a variante COMT-Val são mais dadas a actos de bondade





Gosta de fazer bem a outras pessoas? Nesse caso, o gene da generosidade pode ser o responsável por essa vontade. Um grupo de investigadores da Universidade de Bonn (Alemanha), dirigido pelo catedrático de psicologia Martin Reuter, acredita ter descoberto o gene da generosidade, após ter feito um estudo com cem estudantes – os resultados foram publicados no «Journal Social Cognitive & Affective Neuroscience».

Segundo o investigador, a prova consistiu numa experiência de retenção de dados na qual tinham que aprender uma série de dígitos e depois repeti-los de memória. Posteriormente, cada um dos participantes recebia cinco euros e tinha a possibilidade de doar parte dessa quantidade para um fim caridoso. As doações eram anónimas – apenas o grupo de investigação sabia a quantia dada.

Para o teste de DNA, os cientistas centraram-se no gene chamado COMT, que contém as informações para a criação de uma enzima que desactiva determinadas substâncias no cérebro, entre elas a dopamina. Há já 15 anos que se sabe que existem duas variantes distintas do gene COMT: o COMT val e o COMT met, que estão distribuídos de forma bastante equitativa entre a população humana.

Nas pessoas com a primeira variante, a enzima trabalha de forma quatro vezes mais efectiva, de modo que a dopamina é tornada inactiva de forma muito mais rápida. O estudo da Universidade de Bonn demonstrou que isto tem efeitos no comportamento e as pessoas que participaram no teste e que tinham a variante COMT val doaram o dobro da quantidade daqueles que tinham a variante met.

Ficou provado que esta mini-mutação afecta o comportamento. É a primeira vez que uma investigação empírica mostra que existe de facto uma ligação entre um factor genético determinado e atitudes altruístas, apesar de estudos com gémeos já terem demonstrado que os genes influenciam no comportamento.

O grupo de Bonn concentrou sua análise no gene COMT por saber que a dopamina influencia no comportamento social dos seres humanos. Em conjunto, com outras substâncias, como a vasopressina, tem influência, por exemplo, no comportamento sexual e a disposição para criar vínculos. Além disso, dopamina está positivamente associada às emoções e mesmo a motivação tem uma ligação directa com este neurotransmissor.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Posted by Science World On sexta-feira, outubro 22, 2010 0 comentários

Terapia genética pode curar depressão



Uma terapia genética que já cura ratos de sintomas de depressão pode ser a chave para o tratamento da mesma doença em humanos.
A terapia gênica é um método de tratamento através da inserção de genes funcionais em células ou tecidos onde há genes mutados ou “quebrados” que estão causando problemas.
Embora a terapia gênica ainda seja experimental, ela tem tido sucesso na cura do daltonismo em macacos e em testes iniciais para tratar a cegueira humana, o câncer e uma rara doença cerebral fatal chamada adrenoleucodistrofia.
No entanto, a terapia gênica ainda não tinha sido usada no tratamento de transtornos psiquiátricos humanos. A terapia, que agora está sendo testado em primatas, pode ser aprovada para testes clínicos em humanos em menos de dois anos, se tudo correr bem.
O estudo centra-se em uma proteína chamada p11. Esta proteína é importante para o funcionamento do neurotransmissor serotonina, que, por sua vez, desempenha um papel na depressão.
Os ratos sem o gene que produz a p11 tendem a ficar deprimidos. No caso deles, a depressão significa pouquíssimo interesse em petiscos como água açucarada, e falta de motivação para sair de situações assustadoras, como ficar preso pela cauda.
Os pesquisadores tentaram descobrir se os ratos agiram desta forma porque ficar sem o gene na fase de embrião tinha retardado o seu desenvolvimento, ou se a proteína continuava a ser importante no cérebro adulto.
O objetivo era primeiro mostrar qual a importância da p11 para a função normal do cérebro adulto e, depois, tentar identificar a parte do cérebro onde ela é importante.
Para isso, os pesquisadores usaram um vírus inofensivo para injetar um fragmento de ácido ribonucléico (RNA), similar ao DNA, no cérebro de ratos normais. O RNA bloqueou a expressão de um gene que é essencial para a produção de p11, portanto ela parou nas áreas da injeção.
O experimento revelou uma mancha de p11 no cérebro do rato, em uma região conhecida por desempenhar um papel no prazer e na recompensa. Os ratos sem produção de p11 nessa região apresentaram todos os sinais de depressão.
Isso respondeu às perguntas dos pesquisadores sobre se e quando a p11 era importante. Então eles testaram a terapia gênica. A equipe usou ratos com deficiência na proteína. Então injetaram um gene p11 que reparou a produção da proteína em cada rato. O comportamento dos animais foi totalmente revertido. De repente, eles deixaram de ser depressivos e voltaram a ter um comportamento normal.
Nos estágios finais do estudo, os pesquisadores procuraram saber se a p11 desempenhava um papel semelhante em cérebros humanos. Eles compararam os cérebros de 17 pessoas mortas que tiveram depressão com os cérebros de 17 pessoas mortas que não tiveram depressão. Depois de controlar idade e sexo, os pesquisadores descobriram que as pessoas deprimidas também tinham níveis mais baixos da proteína p11.
Isso sugere que a depressão humana está associada a baixos níveis de p11 no cérebro, e a terapia genética pode ser capaz de reverter essa condição.
Segundo os pesquisadores, outros genes também têm um papel na depressão, a p11 é apenas um desses fatores. No entanto, a proteína é um alvo particularmente atraente para a terapia por causa de seu papel no cérebro. Ela atua quase como um “rebocador”, trazendo um receptor de serotonina importante para a superfície da célula, onde ele pode interagir com o neurotransmissor.
Sem a p11, as células do cérebro não respondem adequadamente à serotonina. Como o papel da p11 é bem especializado, aprimorar os seus níveis é menos susceptível de provocar resistência ou efeitos secundários observados em outros tipos de tratamentos.
O estudo aponta um caminho para uma nova terapia para a depressão, além de fornecer novas evidências de que doenças psiquiátricas como a depressão não são diferentes de outros tipos de distúrbios neurológicos.
Mais (em inglês) LiveScience

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